A quarta-feira da semana que vem




Falta menos de uma semana para Flamengo x Grêmio e os gremistas talvez estejam mais animados com o jogo da Copa do Brasil a partir do que viram ontem na vitória do Cruzeiro no Maracanã pela Libertadores. Faz sentido. Não havia Lucas Paquetá, haverá semana que vem, a diferença é enorme. Ainda assim, abre-se uma perspectiva de crise no Flamengo pelo que foi o péssimo desempenho do time diante de sua tensa e excepcionalmente calada torcida. Faltou de um tudo na equipe de Maurício Barbieri. Força física, sim, mas também organização, verticalidade e a velha e boa atitude de Libertadores, aquela em que você dá um tanto mais do que tem por causa do valor da competição.

Geromel, Everton Ribeiro, Uribe, Grêmio x Flamengo (Foto: Diego Vara/BP Filmes)

O problema, hoje, é o próprio Grêmio. A performance oscila desde a volta da Copa, fica a cada jogo a sensação de não saber o que esperar de um time que antes primava pela regularidade. Renato Portaluppi, do alto da legitimidade do cargo, tem feito escolhas que vão de um extremo a outro. Foi de time reserva contra o Flamengo sábado passado e a estratégia resultou de amplo sucesso. Optou por Marcelo Oliveira em lugar de Cortez, o que não se justificou no campo. Vale o mesmo para as escolhas de Cícero e não Jaílson e André e não Jael. Terá a humildade de revisar o que não deu certo ou manterá convicção no limite da teimosia?

Flamengo x Grêmio, jogo de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil, na verdade já começou.