Gols sofridos no início incomodam e fazem Renato cobrar mais foco: “O adversário não espera”




Na noite deste sábado, muitos torcedores mal haviam se acomodado nas cadeiras da Arena e o time já estava atrás no placar. Aos 2 minutos de jogo, Léo cobrou lateral na área. Geromel perdeu no alto para Nilton, que encontrou Élber atrás de Kannemann para estufar as redes de Marcelo Grohe. O Tricolor ainda tomou outro de Élber, já na etapa final, mas teve força para buscar a igualdade nos últimos minutos, com Juninho Capixaba e Jael, de pênalti.

A bobeira no início não foi um fato isolado. No jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Estudiantes, o roteiro foi parecido. Logo aos oito minutos, Apaolaza abriu o placar em Quilmes, na derrota gremista por 2 a 1, no dia 7 de agosto. Há duas semanas, o Ceará também aproveitou o cochilo inicial para lagar na frente no placar. Aos 12, Luiz Otávio marcou, mas a equipe teve forças para virar para 3 a 2.

Após o embate com o Bahia, Renato comentou sobre a situação. O técnico evitou uma reclamação mais rígida, mas admitiu que as falhas nas aberturas das partidas precisam ser estancadas para não acarretar em transtornos nas duas competições.

– Entramos desfocados contra o Estudiantes e tomamos dois gols. Lá foi 2 a 1, depois viramos o jogo aqui. Nos primeiros 20 minutos, não entramos focados como deveríamos. No momento em que o árbitro apita, muita coisa pode ocorrer a favor e contra. Não podemos dar esse mole. Um ou outro jogador entram desatentos. Já é difícil fazer gol, aí você sai atrás, e as coisas começam a dificultar. O que cobro é foco durante o tempo todo. Essa tecla que eu tenho conversado com o grupo, trocado ideias e cobrado muito nesse sentido. O adversário não espera.

Em jogos que saiu na frente, o Tricolor também sofreu outros gols antes dos 15 minutos iniciais. Na derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, Cícero marcou aos oito, mas Pablo deixou tudo igual quatro minutos depois. E, no triunfo por 2 a 1 sobre o Estudiantes pelo jogo de volta, Everton balançou as redes aos cinco, mas viu Lucas Rodríguez igualar aos oito.

A semana sem jogos promete ser de muita conversa no CT Luiz Carvalho para correção de rumos. Além da desatenção, Renato colocou a culpa das dificuldades contra o Bahia nas próprias falhas. Foram 19 passes errados, por exemplo, e poucas chances claras de gol.

– Somos os culpados. É uma situação que o Grêmio dificilmente dá. Quando a noite não está muito boa, como hoje (ontem), muita coisa ocorre errado. Aí, vem uma sequência. Quando as coisas não dão tão certo, o Grêmio, que não erra tantos passes, corre atrás do adversário. Erramos muitos passes. Infelizmente, o adversário se aproveitou – analisou o treinador.

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