Grêmio se compadece com crise, tira “lição de vida” e faz doações na Venezuela 




A crise humanitária vivida pelo povo venezuelano atingiu em cheio a delegação do Grêmio em Maturín. A passagem de pouco mais de três dias pela Venezuela comoveu desde jogadores até funcionários do clube gaúcho, que se organizaram para doar desde materiais normais ao dia a dia de uma equipe brasileira até dinheiro. As condições precárias de vida da população deixaram marcas mais difíceis de serem superadas do que o Monagas, batido por 2 a 1 com um pênalti assinalado aos 51 minutos da etapa final.

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O grupo de jogadores gremista se compadeceu da crise vivida, com inflação de mais de 8.800% em 2018 e prateleiras desertas. Em iniciativa do goleiro Marcelo Grohe, houve uma organização e doação em dinheiro para os funcionários do hotel que serviu de concentração para o Tricolor em Maturín. Foram arrecadados cerca de 360 dólares.

“Vimos uma situação que é até arrepiante. Um ser humano pegando um prato de comida parecendo que era o último dia de vida, sei lá. Essas coisas não tem preço, ajudar as pessoas. Quando faz uma coisa boa, as coisas acabam acontecendo em dobro para você” (Cícero)

– Ajudamos. A gente se compadeceu com a situação do país. A gente sabe que eles estavam precisando bastante dessa ajuda. O pessoal que estava lá no hotel nos ajudando e trabalhando em prol do nosso time, a gente fez uma vaquinha e tomara que a gente tenha conseguido ajudar bastante e ter deixado bastante famílias felizes – comentou o volante Ramiro ao deixar o gramado.

Renato e grupo do Grêmio se solidarizaram com povo venezuelano (Foto: Eduardo Deconto)

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A iniciativa não partiu apenas dos jogadores. Profissionais da equipe de apoio do Grêmio, como massagistas, cinegrafistas e roupeiros, também se reuniram para ajudar na medida do possível. Todo o excedente do material levado para Maturín, como mantimentos e produtos de higiene, sempre calculado a mais, foi doado para os funcionários do hotel. A população da cidade faz filas em supermercados e farmácias em busca de produtos de primeira necessidade, o que sensibilizou o clube.

– Algumas coisas que a gente trouxe, a gente deixou pro hotel e passou para os funcionários para que eles pudessem levar porque a gente sabe a dificuldade que é de comprar aqui. Definitivamente não é só futebol. A gente vê que é um povo que está precisando de momentos de alegria, precisando descontrair porque o clima aqui é bastante pesado – destacou o diretor executivo André Zanotta.

Cícero quase chorou ao falar da situação na Venezuela <<show_services.templates.functions.draft.link object

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