Não precisa!

Pois, vamos aproveitar essa folguinha entre um jogo e outro para falar de um assunto que quero abordar desde a semana passada, quando surgiu um papê furadê daqueles de justificar o injustificável (mais um!) de que o Grêmio, hoje, “não precisa mais” da Arena. Dava-se a entender, inclusive, que até era bom que o Grêmio não tivesse sua administração.
Como bom doido que sou e, como diz o Renato, sempre pensando lá na frente, comecei, lá em 2015, a fazer o registro da bilheteria, sabendo que o embrolho ia seguir e iria surgir esse conversê molê. Ainda farei o levantamento dos anos anteriores, 2013 e 2014, porque temos todas as fichas técnicas, desde 2011. Mas, para esse tópico, fiquemos com o que temos: 2015, 2016, 2017 e 2018.
Os valores de bilheteria da Arena, nesses anos, são os seguintes:
– 2015: R$ 19.571.197,55;
– 2016: R$ 20.174.921,00;
– 2017: R$ 23.644.566,00;
– 2018: R$ 7.794.846,00.
O total dá R$ 71.185.530,55. É bom dizer que esse valor é valor LÍQUIDO, considerando uma entrevista do Bolzan em que ele afirma que o custo por jogo, na Arena, chega a R$ 250.000,00. Coloquei, nas planilhas, R$ 350.000,00 por jogo e cheguei a esse total aí. O bruto chega a R$ 110.835.530,55.
No papagaiês da semana passada, afirma-se que o custo mensal da Arena chega a R$ 900.000,00. Concluí que isso não inclui os jogos e cheguei a um custo de R$ 10.800.000,00 por ano. Em teoria, esse valor deveria ser retirado daquele lucro líquido, ali de cima. Mas o povo da chapa branca esqueceu de colocar no cálculo a grana que o Grêmio repassa à ARENA, mensalmente, a título de ressarcimento pelo acesso dos sócios, e que em 2018 está em R$ 18.000.000,00. Na verdade, em vez de TIRAR R$10.800.000,00, seria necessário ACRESCENTAR R$ 7.200.000,00…
É bom lembrar que esse valor de R$18.000.000,00 é valor DE HOJE, 2018. Porque, se lembro bem da renegociação do Koff, isso começou em R$ 24.000.000,00 e vai regredindo até chegar a R$12.000.000,00, quando estabiliza e fica nisso.
Como o Grêmio é uma mãe, e uma mãe charolesa, eu poderia desconsiderar esses valores. Mas não vou, de raiva por conta do papagaiês. Assim, pela média, vou ficar com esses R$ 7.000.000,00 anuais, multiplicar por quatro e acrescentar R$ 24.000.000,00, ficando com um total de R$ 95.185.530,55 para esses quatro anos (três e meio, para ser mais exato).
O Grêmio, de fato, não está precisando desse dinheiro, vendendo o Arthur por R$ 120.000.000,00, para ficar com a metade disso. Ou vendendo, como no ano passado, o Pedro Rocha por R$ 48.000.000,00, a dinheiro DE HOJE, para não ficar com tudo, também. Clube coisa é outra rico, meu nobre!
Isso aí é BILHETERIA! Não inclui venda de camarotes, cadeiras gold, nem publicidade estática. E também não inclui o faturamento dessas porcarias de shows que me esculhambam a merda do gramado.
Eu tenho que ter um carimbo de trouxa na testa, mesmo! Só pode!

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E é POR ISSO que, quando entram aqui, os chapa branca pira!