O que deu para arrumar na Argentina




(Foto: Lucas Uebel / Grêmio, Divulgação)

Perder de 2×1 foi o melhor possível em Quilmes, o que é longe de ser bom. Não só pelo resultado, mas porque o Grêmio jogou um primeiro tempo muito ruim. Melhorou depois do intervalo porque, combinemos, difícil era piorar. O Grêmio não teve nenhum tipo de imposição contra o Estudiantes no primeiro tempo. Sofreu marcação que variou de meia-pressão a pressão, errou passes na saída de bola que se tornou lenta e seu ataque inexistiu. Levou 2×0 e houve risco de levar mais. Foi quando Kannemann deu seu jeito e descontou.

O Estudiantes teve volante expulso aos 32 minutos do segundo tempo, o Grêmio teve a bola e até chance para empatar, sim, com o acréscimo de Jael e Marinho. Do lado de cá do balcão, não entendi Marcelo Oliveira titular e Cortez bancário, mas talvez a explicação implique medicina e fisiologia. Pepê, compreendi, talvez fizesse o mesmo para manter a característica do corredor esquerdo ofensivo. O menino sentiu o jogo. Finalmente, a opção por André pode ter sido a última. Participou do gol cabeceando para defesa do goleiro, perdeu outras duas chances, mas Jael agregou mais, especialmente força física e enfrentamento com os zagueiros.

Na Arena, a vitória por 1×0 classifica o Grêmio, creio que ela virá. No entanto, por mais que se compreenda o conservadorismo dos treinadores, já que é no emprego deles que estoura suas decisões, Renato Portaluppi precisará mexer nas peças. Cortez na lateral-esquerda de volta, Jaílson no lugar de Cícero e Jael ganhando a posição de André, por exemplo. A grande notícia é que, se nada mais der errado, Everton terá voltado e devolverá agressividade ao ataque. A perda de Arthur teve consequências no modelo de jogo do time, há o natural desgaste da temporada, será preciso agir.